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Seu porte de armas está ativo, sabia?
Como você pretende utilizar?

Acredito que você faz parte do grupo de boas pessoas no mundo. Injustiças enormes como a pessoa que rouba seu iogurte na geladeira do trabalho te fazem desejar que caia um mini meteoro na casa dela, mas logo depois você pensa que talvez tenha sido sem querer e vem aquela mini sensação de culpa.
No pêndulo diário que é a vida, você tenta focar mais na parte positiva e seguir seu rumo sem prejudicar alguém. Mas todo mundo tem um calo.
Cedo ou tarde, questões que nunca foram prioridade começam a ocupar sua mente e até fazem um pequeno ódio brotar lá no fundo de um coração que só queria viver a vida boa.
Se você vem da área científica, o calo é cada promessa absurda feita por pessoas irresponsáveis. Tipo reprogramação de DNA.
Quem é da área de saúde tende a torcer pelo fim do mundo quando descobre a romantização de doenças.
Ouso dizer que nenhuma pessoa com a consciência e o coração no lugar aguenta ouvir pilantras.
Ouso dizer, inclusive que algum dia você pensou em como acabar com os pilantras da sua área ou até mesmo se defender de tal galera. Acabar não fisicamente, claro, mas eu não julgaria se você pensasse no pior para eles.
E se você pudesse fazer isso com uma arma? Aliás, e se essa arma estivesse agora mesmo na sua gaveta ou mochila, pronta para ser disparada.
Você usaria a arma só para defender tudo o que ama e acredita, ou sacaria de vez em quando para dar o tom de quem é quem e impedir que péssimos elementos sequer olhassem para você?
Armas podem ser um tema sensível.
Isso não quer dizer que você não deveria saber operar uma arma em momentos delicados. Afinal, seu inimigo já se armou e não tem medo ou escrúpulos!
É certo se armar? É certo saber apertar um gatilho quando o mundo parece estar na direção contrária do que suas metas e sonhos indicavam?
Eu diria que sim, mas não a arma que passou pela sua cabeça.
Em pleno 2024 a melhor maneira de usar uma arma para defender o que você ama é através da comunicação e combate às ideias prejudiciais.

E daí que todo mundo tem um podcast?
Ainda ontem eu conversava com uma pessoa sobre a criação de um podcast, ela disse que tem preguiça disso porque é difícil ter fama só produzindo áudio. Outro amigo próximo está sempre criticando “colegas” que pregam mentiras sobre a profissão em redes sociais.
Se essas duas pessoas se armassem da maneira como eu defendo, creio que estariam menos frustradas e ajudando mais gente.
Seja qual for sua área de interesse ou atuação, enquanto você considera 5 mil questões relacionadas a colocar sua voz no mundo, alguém muito pior tecnicamente ganha seguidores e alcance espalhando práticas danosas.
Enquanto meu amigo fica indignado, outros “colegas pilantras” ganham fama.
A melhor arma atual contra pilantras é compartilhar conhecimento.
Se um tipo de profissional ataca suas crenças livremente e tudo o que você faz é se irritar, nada vai mudar. Já quando você se expressa na mesma, é uma fagulha que pode incendiar a verdade, ainda que para pequenos grupos.
Tipo a Mari Kruger.
Uma das influenciadoras que mais gosto de seguir é bióloga, mas ganhava a vida como DJ. Durante a pandemia passou a criar vídeos despretensiosos, a coisa foi crescendo e hoje a Mari é referência no combate às pseudociências.
Nem todo mundo gosta de vídeo, certo?
Meu amigo Henrique Carvalho, no atual momento da internet, produz mais textos do que vídeos, escreve semanalmente e ainda tem uma empresa que literalmente fatura alto ensinando gente a ter a escrita como negócio. Num mundo de vício em vídeos de 15 segundos, o HC se armou com longos textos.
Inclusive ele tem uma newsletter espetacular, clique aqui e leia.
Mas esse negócio de se comunicar pela internet é complicado. A gente expõe muito da vida.
Ano passado conheci a Letícia Imai. Ela fala sobre criação e criatividade, é uma pessoa mega reservada e ninguém sabe muito da vida dela além dos treinos de musculação e corrida. Enquanto todo mundo expõe a vida por completo, a Letícia sabe usar as armas da comunicação e proteger a vida pessoal enquanto ajuda pessoas a criarem.
Todos nós temos as mesmas armas: um celular, computador, uma área de especialização e crenças firmes. A cada dia que passa, a internet precisa de mais pessoas criando coisas positivas.
Criar na internet não precisa ser sobre fama, mimos e números!
Comunicar é também se armar para proteger e ajudar mais gente.
Sua melhor arma é uma ideia.
Crie.