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Sabe qual a moeda mais valiosa do mundo?
Se chutar bitcoin vai levar block
Estava eu ontem tranquilamente pegando o primeiro avião com destino à felicidade (mentira, era São Paulo) quando notei que a simpática senhora ao meu lado usando vestido de oncinha carregava uma bolsa Louis Vuitton.
Lembrei de quando era criança, do meu pai dizendo que eu seria o terror da mulherada.
Então fui lá e roubei a bolsa.
Na verdade meu pai nunca disse isso, nem eu roubei a senhora.
Nem sei se a bolsa era verdadeira, mas imaginei o preço daquilo. Por coincidência ou pela posição de algum astro, na mesma hora minha playlist do Youtube tocava um vídeo sobre novas economias, lembrei de quando me contaram qual era a moeda mais valiosa do mundo.
Como todo mundo sabe, nem sempre existiu dinheiro. E lá atrás as pessoas pagavam as coisas assim como muitas marcas pagam influencers: com mercadoria.
Se você quisesse ovos e eu, cabras, nós provavelmente trocaríamos cabras por galinhas. Você faria a troca confiando que minhas galinhas seriam boas, e eu confiaria na sua palavra sobre a saúde das cabras.
Não tinha pack do pezinho, pix ou live NPC, era tudo na base do escambo.

Eis que um belo dia, alguém forjou um pedaço de metal e disse que aquilo era equivalente a X galinhas ou 0,X cabras. As pessoas confiaram que esse pedaço de metal era valioso, passaram a usar moedas e logo outras pessoas recebiam aquelas moedas, verificavam a procedência e seguiam com suas vidas.
Isso causou um problema.
Moedas pesam, ocupam espaço e podem ser roubadas. Logo, um futuro Faria Limer propôs que toda essa galera dona de cabras, galinhas, vacas e trigo guardassem suas moedas em um lugar que não apenas era seguro, como podia usar o fluxo de moedas para emprestar outros pedaços de metal.
O povo confiou nessa ideia e, por vezes, pegava os empréstimos.
Já o banco confiava na sua garantia de prover boas mercadorias ou rentabilizar aquele dinheiro emprestado. Assim os séculos foram passando e de repente surge o cartão de crédito, o financiamento, o agiota, a nota promissória…
Todo o sistema financeiro do mundo surgiu e foi evoluindo não por causa de uma moeda real e tangível como o dólar ou prata, mas por uma moeda muito mais complexa e valiosa:
A confiança.
Pessoas realizam transações, acima de tudo, porque confiam.
Mesmo em compras necessárias, como um saco de arroz, a confiança em algum aspecto do produto faz parte da tomada de decisão, até mesmo promoções na carreira acontecem porque alguém confia que você é capaz de assumir essa nova treta.
Logo, se ninguém confiar no seu produto ou promessa, não tem hackzinho que sustente o processo.
Então como fazer mais pessoas confiarem naquilo que você faz de melhor?
#1: Capacidade percebida
Gosto de dizer que promessas movem o mundo. E também o marketing. Promessas são lindas, românticas, às vezes agressivas… O que faz com que muitas jamais sejam cumpridas.
Todo e qualquer comprador espera que sua marca ou produto seja minimamente capaz de fazer o que promete, que algo seja resolvido, que uma oportunidade seja bem aproveitada. Fica difícil alguém descobrir sua capacidade se você mesmo não a divulga!
Não adianta dizer que é bom, é preciso mostrar. Compartilhar provas, depoimentos, deixar a pessoa experimentar, fazer testes.
Me dá vontade de chutar uma quina de móvel quando vejo uma pessoa boa no que faz escondendo o jogo, deixando de investir na visibilidade das próprias habilidades e entregas, não compartilhando histórias dos clientes dela, não mostrando o impacto que causa. Como escrevi outro dia, você deveria aparecer mais.
#2: Benevolência percebida
Certa vez levei alguns clientes para uma happy hour em BH. Um deles não bebe, imaginei que ele iria de guaraná, mas não. Ele quis tubaína. Sei lá quantas opções de refrigerante e ele pediu uma bendita tubaína. O garçom disse que eles não vendiam tubaína, mas prometeu dar um jeito.
Uns 5 ou 10 minutos depois, tal qual um personagem do Stallone saindo de uma explosão com seu olhar firme, o garçom atravessava a rua quase em câmera lenta, segurando duas latinhas de tubaína.

O camarada foi até um mercado a 300 metros para satisfazer um cliente que não ia gastar mais do que 50 reais no bar. Ao mostrar que se importava até com quem não bebe, ele ganhou a confiança de todo mundo ali.
Deixe claro que você se importa. Prove que você se importa.
#3: Integridade percebida
Ninguém tem muita paciência pro papo clichê de "missão, visão e valores". A integridade percebida vem de o público notar já de longe como aquela marca defende o que acredita.
Conversei muito sobre isso com um amigo e mentor nos últimos dias: quanto mais seu discurso e valores são óbvios, menos problemas de confiança sua marca vai ter.
A Luciana Seabra mostra todo dia que tem a missão de fazer as pessoas terem maior liberdade através do conhecimento sobre finanças.
O Teacher Jorge está sempre compartilhando as vulnerabilidades do aprendizado de outro idioma, como o nome da marca (Inglês Sem Neura) prega.
Posso dar pelo menos mais uns 50 exemplos, mas a real é: seu futuro cliente precisa perceber que você tem valores claros na prática, não só naquele textinho formal.
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Sua marca e seu nome estão entre as poucas coisas que alguém dificilmente poderá roubar.
Cuide deles como se fossem seu maior investimento, porque a confiança paga ótimos dividendos.