Quantas você tocou esse ano?

Pensa numa retrospectiva diferentona...

Quem nunca acordou e tocou uma? Uma música no celular, no despertador, no banho…

A música coloca ritmo na vida. Por isso que a boa e velha retrospectiva do Spotify nunca falha, né? Chega o mês de dezembro e vai todo mundo compartilhar quantas músicas ouviu, os top artistas, principais gêneros…

O Spotify fez algo tão marcante que passou a ser copiado por outros streamings como Youtube, Deezer e até mesmo a Apple Music! Mas tem uma outra empresa que usou e abusou do modelo pelo segundo ano consecutivo. 

Mas por que isso importa para você? 

Porque vou te provar que é possível tornar QUALQUER informação interessante com um pouco de esforço. Nesse caso específico, muita gente saiu da retrospectiva com as pernas bambas… 

O que acontece quando alguém metrifica como seus clientes estão se mast*rbando? 

Melhor ainda: como usar esses dados que foram levantados a dedo? 

Naquele vaivém que é ter dado pra caramba e suado pra experimentar o doloroso e talvez prazeroso analítico de cada cliente, a Lioness não brinca em serviço. A empresa vende vibradores smart (e você achando que em 2024 teríamos carros voadores) que registram sessões e coletam os principais indicadores.

Quando chega dezembro, assim como o Spotify, sai um resumo das mais tocadas.

Falando em Spotify, tem episódio novo do meu podcast no ar…

Sabe o que a retrospectiva mostra?

Que pela média de horários nos quais acontecem mais orgasmos, Deus ajuda quem cedo madruga:

Também percebemos que 9 da noite é a hora que geral escolhe para fazer o crossfit íntimo. Sabe aquela pessoa que some do Whatsapp ali no meio da noite? Agora você sabe o motivo…

Seguindo na informação de qualidade, é mais rápido atingir o ápice ou esperar um Uber?

Os números que a maior parte dos orgasmos acontece em até 4 minutos, durando o a média de 24.7 segundos. Ou seja: o tempo de um Reels.

Reservar o domingo? Aqui não:

Sábados foram fracos na prática, já os domingos tiveram crescimento em volume de sexo com ajuda de aparelhos. Considerando que 9 da noite é o pico, pode-se dizer que o Fantástico faz falta em muitos lugares do mundo.

Um último suspiro de prazer antes da segunda-feira.

Já o gráfico a seguir nos traz uma perspectiva que vale para muitas coisas da vida: devagar e sempre.

Dentre todas as opções de potência do brinquedo, 46% de quem se divertiu, o fez com o motor desligado e menos de 10% das pessoas usaram qualquer potência acima de 70%. O povo quer menos britadeiras e mais suavidade.

Você pode acessar a retrospectiva completa no site deles

Agora vejamos como isso pode ser aplicado à sua forma de apresentar ideias.

No site da empresa eles brincam com diversas expressões ao exibir um dado: 

Ah, the age old question: to blast your clit with supersonic waves or to not blast your clit with supersonic waves? Well, we have the answer.”

Isso é importante porque trazer o lúdico em qualquer cenário facilita o entendimento e alivia o clima. Quando balanceamos fatos reais e elementos lúdicos, a comunicação fica leve e com emoções que podem ser alegres ou mais tocantes.

Nenhuma explicação é muito técnica. 

Os gráficos são pensados como informação e entretenimento, não como o relatório em Excel da diretoria. Um dos gráficos chega a explicar que a força exercida durante o orgasmo é capaz de esmagar um cheetos (tá aí uma nova expressão sexual). Correlações e analogias são maravilhosas para entregar materiais que podem ser chatos!

A história é melhor que os fatos. 

Isso não quer dizer que mentir é preciso. Mas sim que embalar a história de forma clara, sucinta e fluida faz com que a navegação pelos dados fique ainda mais simples. 

Eu chamo isso de embalar o chuchu.

WTF?

Isso mesmo! Embalar o chuchu é repensar a forma como algo chato pode ser apresentado. E foi esse o tema do episódio mais recente do meu podcast Além das Boas Ideias:

Aproximadamente 8 bilhões de pessoas já escutaram, só falta você.

Em apenas 18 minutos eu te explico o passo a passo para falar de temas chatos sem ser chato ou chata.

Bora lá?