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Gente bonita também sofre
E não é pouco.
Talvez você tenha lido o título de hoje e pensado: "sofro mesmo".
Ou talvez você tenha imaginado que eu acordei me achando tão lindo quanto minha mãe acredita que sou. Não bem isso.
Além de ser meme, o assunto do e-mail foi serviu para falar de um cara que é sim bonito, e sofre. Ele sofre com bloqueios criativos, procrastinação, falta de inspiração e eventuais dificuldades para monetizar o próprio trabalho.
Ou pelo menos sofria. Estou falando de Austin Kleon! Autor de uma série de livros que mudou meu jeito de trabalhar.
Lembra que semana passada eu prometi um review de livro por mês? Vamos começar pelo Roube Como um Artista.
Meu primeiro contato com o livro foi ali por 2017, acho que por causa de um curso. Tanto o nome quanto o tamanho e a fonte me chamaram a atenção, decidi comprar mesmo sem qualquer sinapse. E que escolha boa!
Em uma leitura que leva menos de 3 horas, você termina o livro com aquela sensação de leveza e orientação que você nem imaginava buscar. Isso se dá por uma série de razões:
Austin Kleon é cartunista, o que faz com que a síntese dele seja ótima. Tanto que o livro é dividido em apenas 10 capítulos e todos são muito breves.
Os 10 capítulos trazem hábitos que facilitam o processo criativo, técnicas para explorar melhor suas habilidades, dicas de como ser menos perfeccionista e até a importância dos hobbies e projetos pessoais na sua rotina profissional.

"Ah mas eu não crio nada, isso não serve pra mim"
E eu duvido da sua afirmação.
Na vida, ou você é uma pessoa que vende coisas, ou arruma coisas. Pode conferir aí, toda atividade profissional se encaixa entre fornecer e dar manutenção. E nos dois casos você precisa, eventualmente, encontrar novas formas de resolver desafios.
Essas soluções não nascem com horas e horas olhando para a tela, elas nascem da abstração, do repertório, da curiosidade.
É aí que o livro se faz essencial para profissionais de todas as categorias. Ele traz provocações indolores e que qualquer pessoa consegue praticar. Mostra como é ok não ser 100% autêntico no começo da carreira e a importância de manter suas anotações por perto.
O capítulo 3 (Escreva o livro que você quer ler) é onde eu mais me encontro. Ali o autor aborda o medo de errar, os caminhos da autenticidade e até exercícios criativos para desenvolver sua ideia em cima de algo já existente.
Ou seja: como praticar seus “roubos” de forma limpa e ética.
Se você é alguém que deseja estar em paz com suas ideias e resolver mais problemas, esse livro merece um lugar na sua lista.
DICA BÔNUS:
Após ler o livro, compre também Roube Como um Artista - O Diário. É um caderno de exercícios para transformar esses seus bloqueios em algo mais bonito que um pudim lisinho.
Crédito da imagem no post: Vecstock