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Dave Grohl traiu a esposa, cê viu?
Inspirado por Chico Moedas
Passava eu tranquilamente pelo feed do Instagram assim como fofoqueiras de bairro olham a rua a partir de suas janelas quando me deparo com o seguinte post feito por Dave Grohl, aquele carinha do Nirvana e Foo Fighters:
“Recentemente me tornei pai de uma menina, nascida de um caso fora do meu casamento. Pretendo ser um pai amável e que a apoia. Eu amo minha esposa e minhas filhas, e estou fazendo tudo que posso para reconquistar a confiança delas…”
Como um entusiasta de Foo Fighters, pensei no Dave falando com a esposa:
“I'VE GOT ANOTHER CONFESSION TO MAKE!”
Por um lado eu fico triste pela situação da família, mas eles têm dinheiro pra anos de terapia. Por outro eu fico feliz porque precisava abrir o e-mail de hoje e não sabia como.
Esse caso me lembrou de outra pulada de cerca resultante em um espermatozóide vencedor: Arnold Schwarzenegger! Na biografia ele diz que em certo momento a ex-esposa passou a notar como o filho de uma empregada doméstica lembrava muito o maridão.
Olha bem isso:

Numa outra edição da newsletter, contei como homens feios ganham confiança demais com o passar do tempo, você pode ler aqui.
A grande questão é que existe um treco muito predominante em nós homens, que é justamente o oposto da síndrome de impostor: Efeito Dunning-Kruger!
Enquanto a síndrome do impostor te coloca em dúvidas sobre suas habilidades (e convenhamos, só tem síndrome do impostor quem é bom no que faz), o efeito Dunning-Kruger, é um viés cognitivo que faz com que você acredite ter bem mais habilidades em algo do que realmente tem.
Eu diria que homens vivem menos justamente por causa do efeito Dunning-Kruger. A gente acha que vai dominar uma situação, mas não vai. Alguns vão fazer isso com traições, outros acham que estão escondendo bem uma peruca ou disfarçando um defeito.
Logo, como evitar o tal do efeito Dunning-Kruger? Como não ceder ao ego que implora para que você mostrar que consegue fazer grandes cagadas e passar por isso ileso ou ilesa?
Primeiramente, é bom ter aquele amigo que diz: “vai dar merda".
Sério.
Uma das recomendações mais frequentes na tratativa do excesso de confiança é abertura a feedbacks alheios antes de agir. Tem dias que você só precisa de alguém que vai te mostrar como a vida não é bem um dia de cursinho na CCAA mas sim uma música do Eminem na velocidade 1.5x.
Segundo, as vozes da sua cabeça talvez não sejam esquizofrenia.
Você precisa ter mais diálogos internos sobre todas as possibilidades de grandes cagadas quando você está prestes a talvez dar um passo adiante (estando você à beira de um barranco).
Algo que fui aprender muito tarde na carreira é que muito do que fazemos precisa estar em uma gangorra. De um lado tem a confiança, do outro, a habilidade. Mesmo que uma pese mais que a outra, enquanto há certa proximidade, tudo funciona.
Quando a diferença fica gritante, merdas acontecem!
A gente precisa de exercícios de humildade quase que diariamente, para não nos descolarmos do mundo real.
E embora o post de hoje comece com fofocas de traição, a real é que essa falta de calibragem entre o que você pensa que pode fazer e o que realmente consegue realizar pode resultar em grandes cagadas por todas as áreas da vida.
Ter confiança é bom demais, mas ser um idiota com confiança é complicadíssimo!