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Como você quer morrer?
Adivinha quem voltou...
Você prefere morrer só, como uma pessoa velha cheia de arrependimentos, ou você se daria um voto de confiança?
Não fui eu que tive a ideia dessa frase aí, ela veio do Inception:

Por que diabos comecei a newsletter de forma tão intensa?
Porque você não vai ter aposentadoria.
É uma questão de matemática muito simples: a previdência no Brasil tem um rombo absurdo que tão cedo não será coberto. Ao mesmo tempo, a expectativa média de vida do brasileiro está maior do que era.
Nós vamos viver mais, e não vamos receber aposentadoria.
Não ter aposentadoria significa que vamos seguir trabalhando. E a pergunta que eu te faço:
Você se enxerga fazendo aos 70 anos aquilo que faz hoje?
Quando estiver no seu último terço de vida, trabalhando porque não tem mais opção, vai estar feliz em seguir uma carreira que é a única possível?
E se você tivesse feito aquele curso de cerâmica? De bijuterias? De fazer doces artesanais?
Ao passo que a Inteligência Artificial fizer cada vez mais e mais tarefas mundanas, imagine que triste viver seus anos de ouro forçado a trabalhar com aquilo que você não tolera mais depois de 35, 40 anos, sendo que poderia, pelo menos, estar vivendo um mini sonho de carreira. Ainda que tardio.
Minha mãe, 6 anos antes de se aposentar, decidiu aprender a ser pedreira e pintora. Ela ama fazer isso. Já foi ajudar a construir casa no sertão do Pernambuco, vira e mexe pega uns trabalhos de pintura, inclusive reformou uma casa dela praticamente sozinha.
O mais engraçado é que ela nem sabia da alta média de depressão entre idosos e aposentados.
Caso você tenha mais de 30 anos, é muito provável que conheça pelo menos uma música do Groove Armada. Tipo essa aqui. Um dos membros do grupo largou a música antes dos 50 anos e hoje atua em tecnologia de plantações.
Recentemente conheci uma lenda: Gustavo Borges. Medalhista com histórico exemplar, após parar com o nado profissional, buscou se posicionar como empresário. Hoje tem mais de 200 mil alunos em seu método, comanda uma cadeia de empresas e ainda é contratado para palestras.
Tem 51 anos de idade e compartilhou na roda de conversa ainda outros planos de mudança na carreira.

E se você e eu pensássemos como atletas? Atletas sabem que não podem fazer aquilo pra sempre.
Curiosamente, quase toda pessoa exemplar que eu conheci no marketing e empreendedorismo fez alguma transição extrema na vida profissional.
Quando você exercita sua criatividade hoje, cria caminhos alternativos para futuros talvez não muito agradáveis. Projetos paralelos e hobbies que não são lucrativos hoje podem evitar que você tenha uma velhice frustrante!
"Cleiton, você está maluco."
Talvez esteja mesmo. Só que eu não me vejo aos 72 anos preenchendo planilha e entrando em reunião de Zoom, ou prestando conta de reunião comercial. Talvez eu não me veja assim porque faço parte dos 2% de brasileiros que investem na previdência privada, e mesmo assim, faço questão de exercitar a criatividade todo dia.
Se é para chegar lá ainda na ativa, que seja com os projetos que nós escolhemos fazer. Que nós queremos fazer, e que vamos fazer com vontade. Não porque "foi o que restou".
Qual estímulo criativo você vai colocar em prática hoje?