Ontem fiz uma tatuagem de pudim. E antes que você se pergunte qual tipo de pessoa faz uma tatuagem de pudim saiba uma coisa: eu já tinha outra tatuagem de pudim. Assim como também tatuei a frase em latim “nescio quo scriptum est”. Em tradução literal, “não sei o que está escrito”.

Nenhuma dessas tatuagens tem significado, mas todas elas significam algo. Assim como os seus posts em rede social, suas figurinhas de Whatsapp, suas piadas internas com um grupo de amigos, os quadros da parede que você escolheu… Todas essas coisas significam que temos alguma identidade, alguma personalidade.

Fala se não é uma coisa fofa?

Que em algum grau, somos pessoas autênticas. Encontramos itens físicos e visuais que representam um pouco do que somos ou queremos ser. Às vezes queremos ser como os personagens dos Estúdios Ghibli! Fofos, curiosos, emocionados.

Essa trend recente com todo mundo se colocando em cenários de animações mostrou o poder do Chat GPT e me fez questionar outro lado da moeda, que nem é o lado ético:

A autenticidade está morrendo?

Beleza, não quero estragar a diversão de ninguém, mas é curioso que você tenha uma das ferramentas mais poderosas do mundo em mãos e a utilize somente para… replicar o que já existe. Vi um tanto de gente comentando que a partir de agora reduziria o time de design ou redação porque o GPT seria capaz de replicar o que precisassem.

Calma lá meu jovem gafanhoto.

Existe uma enorme distância entre ser capaz de fazer, e fazer de forma espetacular.

Pense em um Negroni (dificil falar disso após o Calvo do Campari ter ferrado tudo). Um dos coquetéis mais simples do mundo, ele consiste em 3 partes iguais de Campari, gin e vermute, um pouco de gelo e um toque de laranja. Quase impossível de errar, ainda assim existem Negronis excelentes e outros horríveis.

A experiência de quem executa uma criação é fundamental para não transformar a ideia genial em um picolé de chuchu.

Acredito que a autenticidade mora nas pequenas coisas que fazemos, vivemos, aprendemos. Quando tudo é parecido, quando tudo é meio pasteurizado, não desenvolvemos um senso de gosto pessoal. Ficamos à mercê do que todo mundo está fazendo e nem sabemos do que realmente gostamos.

Se a gente não provoca, não testa limites, não estressa uma ideia, tudo o que sai é sem graça, sem identidade. E quase nada que é genérico será lembrado por muito tempo!

Quando só surfamos no hype sem um olhar de “e se…”, nos tornamos marcas “esquecíveis”!

Mas dá para aproveitar os hypes legais e ainda alimentar sua autenticidade no meio do caminho.

Autenticidade não é sobre fama e números, é sobre identidade e lealdade.

Sua caixa ou fone bluetooth são de quais marcas? JBL?

JBL não é ruim, mas você já ouviu falar da Kuba Audio?

Kuba é uma fabricante brasileira de fones de ouvido, e com uma proposta meio maluca de fazer com que você não precise comprar muitos fones com eles. Isso porque eles contam com peças substituíveis, arcos em madeira e design que remete aos estúdios profissionais.

A JBL é gigante, mas a Kuba é adorada entre fãs do áudio de qualidade e de produtos duráveis.

Quem usa Kuba não atrapalha o rolê do outro na praia

Quando autenticidade e qualidade se unem, é mágico! Aqui, a Kuba criou uma tribo de fãs, e fãs são os melhores tipos de compradores.

Quanto mais as pessoas fazem tudo igual, maior a necessidade em ser diferente.

Comentei sobre a decadência da autenticidade e formas simples de não perder o que te torna único ou única no episódio mais recente do Além das Boas Ideias!

Em menos de 17 minutos você vai perceber que o problema da autenticidade vai desde as batatas fritas em restaurantes ao café de hotel que bebemos. Bora lá?

My fear now is of cliche, of complacency, of not being able to feel authenticity in myself and those around me.

- John Hawkes.

Coisas que podem fazer bem para a sua mente:

Se quiser trocar uma ideia, só responder este e-mail!

Nos vemos semana que vem ;)

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