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47 bilhões de paçoquitas
Ou o aluguel de uma kitnet em São Paulo
Parei pra fazer umas contas rápidas essa semana. Se a gente considerar que cada paçoquita (de rolha) mede cerca de 5 centímetros, ao empilharmos 46 bilhões e 800 milhões de paçoquitas, teríamos uma pilha 6x maior que a distância entre a Terra e a Lua.
E antes que você pense: "ele deve ter enlouquecido", eu tenho um motivo pra fazer essa conta maluca!
Sempre que sai algum prêmio muito alto na loteria, surgem matérias dizendo quantos carros populares, apartamentos ou casas seria possível comprar com aquele prêmio. Eu já mensuro em paçocas.
Então quando a FGV/ECMI, em conjunto com a Hotmart, liberou um estudo inédito sobre a creator economy, já abri o relatório pensando em múltiplos de paçoquitas (que hoje em dia custam mais ou menos 64 centavos).
De 2011 até hoje, criadores de conteúdo venderam R$ 30 bilhões através da Hotmart. Tem noção do que é isso? Além de comprar quase 47 bilhões de paçoquitas (46.800.000.000 para ser exato), 30 bilhões é um número tão grande que eu perdi a conta da quantidade de zeros na calculadora umas boas vezes.

Dez anos atrás você já encontrava produtos sobre idiomas, produtividade, finanças e carreira sendo bem vendidos.
Muito do mercado era resumido em e-books. A coisa foi mudando aos poucos, e de 2015 em diante víamos cada vez mais lançamentos que ultrapassavam a marca dos R$ 1 milhão em sete dias.
Às vezes, 3 milhões em 48 horas. Só que ainda mais interessante: víamos mais e mais produtos "médios" surgindo. A tal da cauda longa.
Ainda que grandes números sejam lindos, uma das grandes provas de sucesso em um mercado ou sistema é o crescimento da cauda longa, a dispersão de faturamento. Começamos a identificar pessoas comuns como você e eu transformando hobbies em carreira. Ou adquirindo novas fontes de renda extra com um conhecimento que já dominavam e passou a ser compartilhado.
Juntando esses pequenos e grandes negócios, chegamos ao final de 2023 com os players que transacionam através da Hotmart gerando cerca de 300 mil empregos.
É muita gente.
E ainda tem muito mais por vir.
Acho que na segunda-feira vi um ótimo vídeo da Mari Krüger sobre a necessidade de termos cada vez mais experts compartilhando conteúdo sobre aquilo que eles sabem melhor. Essa é uma das grandes formas de combater a desinformação e ainda educar mais e mais pessoas.
Só que uma coisa leva a outra: se você domina bem um assunto e começa a falar mais dele, pessoas se interessam por algo a mais. Essas pessoas querem o conteúdo sintetizado, curado, organizado, com começo, meio e fim.
Seja num curso, mentoria ou aula individual, a procura começa a acontecer e seu conteúdo está próximo de se tornar um negócio.
No momento que seu conteúdo vira negócio, além de ajudar no crescimento dessa economia de mais de 30 bilhões, pessoas aprendem contigo, pessoas ganham emprego na sua empresa e crescem a carreira em outros lugares.
Talvez você nem use seu conhecimento para vender infoprodutos, e tá tudo bem!
Virei cliente de uma nutricionista que cobra 3x mais caro que a última.
Sabe o que me fez topar a ideia sem questionar?
Ela cria conteúdos simples de conscientização no Instagram. Aquilo que ela já falaria 10 ou 12 vezes por dia no consultório, vai pros Reels e Feed. Antes mesmo de ser cliente, a gente já ganha algum conhecimento e chega na consulta aproveitando muito melhor aquele tempo escasso.
Existe alguém do outro lado dessa tela precisando daquele conhecimento mais básico que você tem.
Imagina que mágico se aquela sua ideia de video, texto ou podcast vai ao ar amanhã e daqui 12 meses ela vira um pequeno negócio empregando algumas pessoas?
Nunca se sabe.
Agora vou ali abrir uma paçoquita.
Enquanto isso, aperte aqui e leia o estudo citado no texto :)